quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Assim seja...
"Existe uma diferença bastante fundamental entre solitude e solidão. Por outras palavras, entre o estar sozinho e o estar só. A solidão pode ser considerada um estado negativo, marcado por uma notória sensação de isolamento. A pessoa aqui sente que algo lhe falta. É possível (e de resto, muito comum) estar entre “a multidão” e ainda assim as pessoas sentirem-se sós, provavelmente uma das formas mais amargas de solidão. Já a solitude é o estado de estar sozinho, sem que no entanto a pessoa seja ou se sinta solitária. Neste sentido, é um estado positivo e aliás muito construtivo de “engagement” ou compromisso consigo mesmo. Nas nossas vidas é sempre desejável uma quota-parte de solitude, nas alturas em que estamos a sós connosco mesmos e temos a oportunidade/capacidade de sermos e nos prestarmos maravilhosa e suficiente companhia. Então, o que podemos considerar como sendo essencialmente diferenciador entre estes dois estados? Bom, em primeiro lugar, podemos considerar a solidão como um sentimento, ao passo que a solitude transcende o domínio do sentimento, atingindo, digamos assim, mais profundamente a arquitectura da alma. No sentido em que na solitude (que não é, de todo, solidão) o indivíduo abraça totalmente a sua inteireza, servindo esse estado como uma confirmação da sua natureza eterna e suficiente. Mas a vida não é fácil e todos temos corações poliglotas! :) Conseguimos falar mais do que uma língua e, às vezes, simultaneamente…
Então e o que fazer quando a nossa solidão ou solitude decidem juntar-se? Uma sugestão aqui: juntamo-nos uns aos outros e ficamos juntos, que é como quem diz bem acompanhados, nas nossas solidões ou solitudes! :p De facto estas são palavras ditas meio a brincar para um problema bastante real e sério da vivência actual do homem pós-moderno: a solidão e a incapacidade de solitude. E para além disso, é uma das angústias mais arcaicas dos nossos seres enquanto espécie. E quando falamos em solidão podemos referir não somente o estado de ausência física da falta de alguém ou outros na nossa vida. Mais do que isso, por vezes, a solidão das pessoas é do foro essencialmente psíquico, ou a incapacidade/intolerância e estabelecer uma relação saudável, útil e gratificante com elas mesmas, com a sua própria mente e até com o seu corpo.
E o que fazer quando assim é? Bem, poderíamos aprofundar o tema em mais algumas linhas, mas essencialmente – no aqui e no agora – e porque estamos a ‘falar’ com base em generalizações (e as pessoas, individualmente são sempre um caso único e “intransmissível”, com respostas ou soluções a condizer), poderíamos dizer o seguinte. Ame a sua solidão. E tente cantar com a dor que faz com que você seja só. Cante para aqueles que estão perto de si ou que estão longe… isso mostrar-lhe-á que o espaço ao seu redor começa de súbito a preencher-se e a expandir. Procure dentro de si algum sentimento simples e verdadeiro do que você tem em comum com eles, que não tem necessariamente de alterar em nada o que você é. Quando você se conseguir ser e sentir neles, amará a vida de uma forma que não é “própria”, de alguma maneira, diversa do habitual, e sentirá confiança. E não espere que os outros o entendam. Isso só acontecerá quando se entender a si mesmo.
Espere apenas o entendimento do que o trouxe até aí. E as boas notícias? Há um amor à sua espera! Armazenado como uma herança. Este amor é uma força, é uma energia, é uma bênção a cada dia, tão grande, que você só o verá quando quiser ver".
Estas palavras servem-me perfeitamente. Que assim seja.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Todos temos corações poliglotas! Certamente a vontade e o desígnio a disputarem um lugar na vida,exibindo um sorriso! Conto com o seu sorriso Marisa, para continuar a preencher a sua vida com as cores e aromas que mais deseja!
ResponderEliminar