quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Epílogo
A vida é maravilhosa naquilo que tem que ser. Tudo tem um motivo para que aconteça mesmo que na altura não o consigamos enxergar. Nada nem ninguém entra na nossa vida por acaso. Amo os meus amigos como se fossem parte da minha família. E família é isso mesmo, é partilha, é amor, é lealdade.
E termino com a minha frase de eleição "Tudo o que não se dá perde-se".
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Voltar à escrita...
Todos nós queremos ser felizes. E é costume dizer-se, a felicidade não é o destino. Mas sim o caminho que se faz para lá chegar… Também existem alguns mitos acerca da felicidade que, em boa verdade, só nos põem mais infelizes… Por exemplo, de que “temos” de estar permanentemente felizes. Nós, seres humanos, somos criaturas notáveis. Como é que pode haver um “gap”, um lapso tão grande entre aquilo que mais queríamos e o que conseguimos fazer para obtê-lo realmente. Após já alguns anos a trabalhar com pessoas e a escutar delas o que elas têm para nos dizer, interrogamo-nos muitas vezes sobre algumas questões. O que é que é essa “coisa” a que chamamos felicidade? É alcançável? É viável? É verídica? Este assunto dava “pano para mangas”, como se costuma dizer. Aliás, seria mote para um verdadeiro tratado. Não podemos contudo deixar de realçar um aspecto. O da sua imensa fragilidade. Quanto as circunstâncias da nossa vida mudam e aquilo que nos fazia felizes desaparece… poof! A nossa felicidade vai-se também. Basicamente nós estamos constantemente a balancear-nos entre a felicidade que “ganhamos” e a felicidade que “perdemos”. Quanto mais tempo vivemos, ou quanto mais experienciamos da vida, mais conscientes podemos ser ou aprender em relação aos que nos faz felizes. Enquanto terapeutas que somos, no contacto com o ser humano ao longo do tempo, no geral podemos destacar alguns aspectos, os quais poder-se-iam dizer… sim, contribuem para a “minha” felicidade! E partilhamos convosco. A felicidade vem de diversas formas. A boa notícia é que ela pode ser muito diferente de pessoa para pessoa. Porque é que isto é uma coisa boa? Você poderá adequar uma série de aspectos na sua vida para a trazer para si. E para tal identificamos um número de elementos essenciais que seguramente o ajudam nesta “demanda” pela felicidade: 1º) Saber aquilo que gosta e saber dizer que gosta. Saber dizer “I Love You” (mas em português!) pode fazer florescer relações e constrói maior transparência e verdade, que em última análise contribuem para fazer de si uma melhor pessoa. 2º) Saber perdoar. Num processo que pode ser mais ou menos complicado de realizar, tal apenas irá ajudá-lo a “libertar” caminho, a seguir em frente e readquirir uma perspectiva mais positiva na vida. 3º) Saber dizer “Não”. Caso contrário, ficará sobrecarregado, acumulando apenas em experiências de desequilíbrio para si. Ao dizer “não” ganhará um foco muito maior em relação ao que acredita, aos seus valores e àquilo que para si é (ou não) importante na vida. 4º) Saber viver as suas paixões no dia-a-dia. Costuma incorporar as suas paixões na sua vida de todos os dias? Por menor que seja, dedicar um pouco do seu tempo naquilo que o faz sentir bem e o preenche pode ter um impacto grande na forma como se sente e em relação àquilo que pretende alcançar. 5º) Saber comer saudavelmente e praticar alguma actividade física com regularidade. A velha máxima diz-nos que “somos o que comemos” e hoje em dia vemos e sentimos isso mais do que nunca. Está cientificamente provado que a produção e a libertação de endorfinas no nosso corpo, comendo saudavelmente e praticando alguma actividade física, permite-nos viver uma vida mais preenchida, fornecendo-nos as bases para um estado mais “feliz” e consistente no dia-a-dia. 6º) Saber ligar-se com profundidade. Não! Não se trata de se “ligar” à “rede” (isso, supomos, já estará) :) Ligar-se, sim, no sentido mais profundo, de envolvimento pessoal (e real) com algumas coisas, causas ou alguéns! Se sente algum tipo de receio nisso, no envolvimento com pessoas “de carne e osso”, certamente achará que ficaria mais vulnerável se o fizesse, certo? Olhe que não, olhe que não. :) Não é assim tão difícil. Ligar-se ou envolver-se a um nível menos superficial com as pessoas ajuda-o a ser uma pessoa mais descontraída, aberta e sincera. Isso dar-lhe-á mais força e confiança para se expressar e ser quem você realmente é, o que em última instância… contribui em muito para a sua felicidade! 7º) Saber ver as coisas sob diversos prismas. O que é que você tem de único? Está a conseguir criar a sua própria vida? A vida não deve ser vivida apenas de forma séria e pesadona. O seu tempo é das coisas mais preciosas que pode ter. E quando uma pessoa dá por si, percebe que ele passa a correr! Para nos lembrar que é importante ir tendo as nossas pausas, abrandar e apreciar o momento… 8º) Saber estabelecer os seus objectivos. Faz isso? Em relação aos seus próprios objectivos? E faz por pô-los em marcha? Crescemos numa sociedade em que muitas vezes são os pais que nos dizem aquilo a que devemos aspirar; o governo quase parece determinar o que devemos sentir; os mass-media dizem-nos o que pensar; etc. Delinear os seus próprios objectivos permite-lhe seguir aquilo em que realmente acredita, viver de acordo com os seus valores, o que no limite… contribui para a sua felicidade! 9º) Saber reconhecer tudo o que de positivo existe em si, na sua vida e no mundo. Que coisas toma por garantidas? A saúde? O amor? Família? Amigos? O que mais? Lamentamos dizer, mas… nada disso o é. São conquistas e aquisições diárias, que se alimentam diariamente. Que se constroem ou destroem no dia-a-dia. E se os tem, considere-se verdadeiramente um abençoado. O que é que tem na sua vida que muitas pessoas nem sequer têm a oportunidade de experienciar? Lembre-se disso todos os dias. Isso faz muita diferença. 10º) Saber dar. Dar ou doar-se é um dos ingredientes “secretos” da felicidade. Agora já não (pelo menos, aqui na nossa página…) ! ;) Não existem dúvidas de que recebemos em proporção àquilo que damos. Quanto mais dá, mais recebe. Tanto positiva como negativamente. Dar aos outros fortalece as suas ligações, solidifica confiança, e mais importante do que isso, poderá fazer a diferença na vida de alguém. E quando podemos contribuir não só para a nossa própria felicidade, mas ao mesmo tempo para a felicidade de mais alguém… essa é a derradeira felicidade! www.wonderfeel.pt
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
O poder do sorriso e da empatia...
Hoje foi um dia difícil e ele ainda n acabou... A Fisioterapia às vezes cansa-me, as pessoas que trato também. Às vezes acho q sou exigente em demasia (eu sei e sinto q têm capacidade p dar uma melhor resposta), outras vezes entro em modo automático e repetitivo. E depois ainda há as outras pessoas da equipa q n estão nem aí p as utentes, muito menos para aquilo q tenho para dizer. E fico irritada e n sei ser assertiva.
O motivo porque vos escrevo hoje não foi este desabafo inicial mas sim para vos falar do senhor C. Sigo-o em domicílio já há alguns anos. Tem 87 anos e fez o meu dia valer a pena. Tivemos uma conversa tão boa (viagens...), faço-o sorrir e sinto q usufrui da minha companhia... muito mais do que a própria Fisioterapia!!
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
O abraço
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O mar...
A verdade é que não lhe tenho dado muita atenção nem mimo. A Manjerica é uma gata que precisa de afecto! (Pelo menos da dona!!) Mas não precisamos todos nós? Sinto que tenho atraído mais amor para a minha vida. E sinto-me também a crescer e a evoluir na dimensão dos afectos. Afinal, o amor pode estar em todo o lado, mas começa em nós.
Será por isso que agora tenho vontade de abraçar todas as pessoas que gosto e que confortam a minha alma? Amigos, preparem-se para receberem muitos abraços!!!
"Abraços são pequenas orações de fé, de energia positiva, de força e de ânimo"
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Intimidade Intimidante
" Verificamos que hoje em dia, provavelmente sempre, mas cada vez mais, aquilo de que as pessoas sentem verdadeiramente falta é de intimidade emocional. Porém, e contrariamente, a intimidade física nunca foi tão fácil. Mas lá está, e voltamos ao princípio: o que escasseia, na vida de um número gigantesco de pessoas, é a vivência de vínculos sustentados e de relações amorosas estáveis. Como pode lá isso ser?
De forma geral, há uma tendência enorme para se confundir amor com sexualidade. E como se não bastasse, confundimos intimidade emocional com intimidade física. A sexualidade e a intimidade física atraem as pessoas, porém, como estímulos vitais têm vida curta. Em pouco tempo “conhecemos” a outra pessoa, o seu corpo, as suas reacções físicas, os seus desejos e prazeres. Mas depois disto deixa de existir algo novo e excitante, e a relação começa a ser monótona e não estimulante. Então, e qual é o problema? Talvez e “apenas” este: a intimidade física, sem a intimidade emocional, não sustenta a relação por muito tempo. Para simplificar as coisas, coloquemos a coisa da seguinte forma. A diferença entre a intimidade física e a intimidade emocional pode ser comparada à diferença que existe entre interacção e relação. A interacção é o que ocorre a um nível superficial, quando nos relacionamos a partir dos papéis que desempenhamos, como por exemplo, o de médico, o de professor, o de cliente, o de ilustre desconhecido que vai a passear na rua e aproveita para parar um pouco para apanhar, por estes dias, um nadinha de soool, etc.. A interacção obedece às regras específicas dos papéis desempenhados; em geral é mais superficial e dirigida mentalmente. Olhamos para a outra pessoa, percebemos o papel que desempenha (avaliamos, julgamos, criticamos, damos opinião ou conselhos, bla-bla-bla). E sim, a interacção é absolutamente útil e necessária para a convivência social! :) No entanto, é óbvio que não somos íntimos de todas as pessoas nem temos que estar propriamente virados para a intimidade com a florista da esquina ou o caixa de supermercado. Apenas mantemos com essas pessoas uma interacção cordial e socialmente ‘aceitável’.
Já a relação começa, geralmente, por aquilo que sentimos a um nível essencialmente energético. Ás vezes, antes do que quer que seja, basta um olhar, um toque subtil ou uma palavra “casual” para que algo aconteça entre duas pessoas. Nestes simples actos, por vezes acontece elas simplesmente ‘darem por si’ a expor… a trocar informações pessoais de forma espontânea e não calculada…! Outras vezes, partilham anseios, visões, ideários… enfim, fazendo-se isto acompanhar, amiúde, de um misto de curiosidade e vergonha frente a esta mesma exposição. Mas é algo que acontece independentemente da vontade consciente de ambos. E é aqui, a título de mero exemplo, que intimidade emocional acontece. Cenas dos próximos capítulos? Bem, se as pessoas não se assustarem e fugirem, esta aproximação tende a ser progressiva, levando a uma troca significativa, a uma partilha sincera e cada vez mais profunda das almas dos seres envolvidos. E como é que eu sei que – oh, alegria! – a intimidade emocional com alguém me bateria à porta? Quanto sente que o seu ser, a sua pessoa, a sua alma (!) é vista, ouvida e recebida pela outra pessoa. E quando o correspondente do outro para si for de igual forma impactante, seja pelo que ela lhe faz sentir, pelo que ela desperta em si, pelas emoções que lhe faz tocar, e – nota bem!! – lhe dá uma resposta emocional suficientemente boa e satisfatória.
Nós não somos apenas os papéis que desempenhamos uns com os outros. Quando existe disponibilidade emocional da parte de alguém, ou da sua em relação a outra pessoa, você simplesmente seria capaz de passar horas a conversar com ela; falando de si, de vocês, e ouvindo com verdadeiro interesse os relatos desse ‘special one’. :) A necessidade de intimidade física parece não existir num primeiro momento e pode mesmo nem existir, quando a intimidade emocional leva as pessoas a estabelecerem uma profunda amizade. E como já devem ter ouvido dizer (ou pelo menos suspeitarão!), a amizade – voilá! – é base de qualquer relação digna desse nome.
A intimidade emocional se, efectivamente, não for sentida como uma intimidação ou um medo de se dar (e receber), é capaz de fazer maravilhas pelos seres humanos! Exemplos? Excita-nos! Vitaliza-nos! Voltamos a sonhar! Os dias ganham cor! E sentimo-nos reconhecidos no nosso Eu! Se a relação caminha para além de uma amizade profunda, a necessidade de intimidade física torna-se progressivamente mais forte, activando desejos de contacto físico. E aqui?? Parabéns: acaba de se apaixonar. :)
Nos modelos médicos do início do século XX, a paixão era vista como um estado alterado, praticamente patológico! :) Na realidade a paixão é a expressão de um profundo anseio humano. O anseio de sentir-se recebido, reconhecido e reafirmado na expressão genuína de seu Eu. Independentemente de como chegamos à paixão, a forma como esta terá eventualmente continuidade com a relação amorosa duradoura dependerá da disponibilidade de ambos em preservar a intimidade física e emocional.
A relação clama por intimidade emocional. Quando um olhar, um toque, uma palavra nos move internamente, foi despertada a intimidade emocional. Mas, das duas, uma! Pode acontecer que esta situação nos assuste e então fugimos do contacto ou respondemos racionalmente expressando uma opinião, um conselho ou mesmo uma interpretação (evitando uma resposta emocional, às vezes porque até nem estamos disponíveis para uma intimidade emocional com a pessoa em questão); ou, de outra forma, não existem conflitos internos dentro de nós no querer avançar com a relação, partindo de uma base real de amizade e intimidade emocional, e o Eu passa a acolher, a valorizar, a reconhecer e a querer viver cada vez mais um Tu, formando um Nós na sua essência. Neste ponto, não existem barreiras e sentimo-nos inteiros. E reafirmados. O Eu pode ser sustentado externamente, quando existe um Tu que o recebe e o reafirma e o Tu pode emergir quando existe um Eu que se expressa e se comunica. Ambos tornam-se uma estrutura de apoio para o outro, e você sente-se tão seguro e livre para expressar quem realmente é, bem como fazem o que realmente querem fazer, abrindo todo um novo mundo de possibilidades, liberdade e potencial. Quando isto ocorre existe a verdadeira relação! Fora disso, somos papéis que interagem com outros papéis. E há imensa papelada! ;)
Quando não nos relacionamos (seja por medo, por dizermos que não precisamos ou não querermos, seja por acharmos que não conseguimos, merecemos ou podemos, enfim!, seja por mais mil e uma truculenta trapaceia), não existem pessoas. Tornamo-nos conceitos indiferenciados, genéricos, “coisificados” e “coisificando” o próprio mundo à nossa volta. E este acaba por perder encantamento".
Ás vezes acho que tirei o curso errado. Compreender as pessoas e as relações humanas faz-me ser melhor pessoa e vai ao encontro do meu "EU".
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Assim seja...
"Existe uma diferença bastante fundamental entre solitude e solidão. Por outras palavras, entre o estar sozinho e o estar só. A solidão pode ser considerada um estado negativo, marcado por uma notória sensação de isolamento. A pessoa aqui sente que algo lhe falta. É possível (e de resto, muito comum) estar entre “a multidão” e ainda assim as pessoas sentirem-se sós, provavelmente uma das formas mais amargas de solidão. Já a solitude é o estado de estar sozinho, sem que no entanto a pessoa seja ou se sinta solitária. Neste sentido, é um estado positivo e aliás muito construtivo de “engagement” ou compromisso consigo mesmo. Nas nossas vidas é sempre desejável uma quota-parte de solitude, nas alturas em que estamos a sós connosco mesmos e temos a oportunidade/capacidade de sermos e nos prestarmos maravilhosa e suficiente companhia. Então, o que podemos considerar como sendo essencialmente diferenciador entre estes dois estados? Bom, em primeiro lugar, podemos considerar a solidão como um sentimento, ao passo que a solitude transcende o domínio do sentimento, atingindo, digamos assim, mais profundamente a arquitectura da alma. No sentido em que na solitude (que não é, de todo, solidão) o indivíduo abraça totalmente a sua inteireza, servindo esse estado como uma confirmação da sua natureza eterna e suficiente. Mas a vida não é fácil e todos temos corações poliglotas! :) Conseguimos falar mais do que uma língua e, às vezes, simultaneamente…
Então e o que fazer quando a nossa solidão ou solitude decidem juntar-se? Uma sugestão aqui: juntamo-nos uns aos outros e ficamos juntos, que é como quem diz bem acompanhados, nas nossas solidões ou solitudes! :p De facto estas são palavras ditas meio a brincar para um problema bastante real e sério da vivência actual do homem pós-moderno: a solidão e a incapacidade de solitude. E para além disso, é uma das angústias mais arcaicas dos nossos seres enquanto espécie. E quando falamos em solidão podemos referir não somente o estado de ausência física da falta de alguém ou outros na nossa vida. Mais do que isso, por vezes, a solidão das pessoas é do foro essencialmente psíquico, ou a incapacidade/intolerância e estabelecer uma relação saudável, útil e gratificante com elas mesmas, com a sua própria mente e até com o seu corpo.
E o que fazer quando assim é? Bem, poderíamos aprofundar o tema em mais algumas linhas, mas essencialmente – no aqui e no agora – e porque estamos a ‘falar’ com base em generalizações (e as pessoas, individualmente são sempre um caso único e “intransmissível”, com respostas ou soluções a condizer), poderíamos dizer o seguinte. Ame a sua solidão. E tente cantar com a dor que faz com que você seja só. Cante para aqueles que estão perto de si ou que estão longe… isso mostrar-lhe-á que o espaço ao seu redor começa de súbito a preencher-se e a expandir. Procure dentro de si algum sentimento simples e verdadeiro do que você tem em comum com eles, que não tem necessariamente de alterar em nada o que você é. Quando você se conseguir ser e sentir neles, amará a vida de uma forma que não é “própria”, de alguma maneira, diversa do habitual, e sentirá confiança. E não espere que os outros o entendam. Isso só acontecerá quando se entender a si mesmo.
Espere apenas o entendimento do que o trouxe até aí. E as boas notícias? Há um amor à sua espera! Armazenado como uma herança. Este amor é uma força, é uma energia, é uma bênção a cada dia, tão grande, que você só o verá quando quiser ver".
Estas palavras servem-me perfeitamente. Que assim seja.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Maria Chorona
Hoje passei quase o dia todo a chorar. Continuo em modo "Marisa deprimida" a tentar relativizar e na busca de paz que acalme o meu coração...
Hoje o pensamento esteve sempre no meu pai e nestas palavras "filha, tu és o meu anjo da guarda".
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Tea time
Conversa boa. Cumplicidade. Está a virar rotina o tea time! Será sempre bom estar contigo. Dividimos angústias e pepitas de limão com aroma a maça canela. Que venham as adversidades e as mudanças... pois haverá sempre tea time!!!
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Medo...
"Todos nós passamos por momentos de hesitação e insegurança. Não há quem não sinta medo e ansiedade em determinadas situações. Possuímos fragilidades. Só não as enxerga quem não é capaz de viajar para dentro de si mesmo. Uns derramam lágrimas húmidas, outros, secas. Uns exteriorizam seus sentimentos, outros numa atitude inversa, os represam".
"... vivemos numa sociedade que valoriza os aspectos exteriores dos seres humanos. A competição predatória, a paranoia da estética e a paranoia do consumismo tem ferido o mundo das ideias, dificultando o processo de interiorização e a busca de um sentido mais nobre para a vida".
Augusto Cury
Dia 1 de Fevereiro. Acabou o terrível mês de Janeiro! Com ele também poderia ter ido embora esta miscelânea de sentimentos que trago presa a mim. Culpa, medo, insegurança, fragilidades... e tantas outras coisas não positivas.
Resolvi retomar as minhas leituras e estas foram as frases que ecoaram da minha tarde à beira-mar.
sábado, 25 de janeiro de 2014
? Churrasqueira do António?
Continuo assim num estado reflexivo... assim um pouco deprimida... mas tenho feito um esforço para voltar a trazer cor para a minha vida e para me voltar a envolver com aquilo e com as pessoas que me fazem feliz.
Hoje contrariei a maldita inércia e resolvi fazer umas limpezas cá por casa. Levei as bicicletas e o PC velho do P. Para o lixo. Ele mesmo sugeriu q o fizesse. E lá fui eu meia carregada e ao mesmo tempo leve, com sentimento libertador, em direção ao contentor... Encontro um sujeito q me pergunta se tenho mais coisas para trazer e que vai levar o monitor. Digo que sim e sorrio. Venho mais tarde com as bicicletas e o sujeito aguarda por mim. Diz-me q já se lembrou que me conhece da churrasqueira do António. Eu digo q não. Ele diz que eu estava tão sorridente que pensou q me conhecia de algum lado. Regresso a casa a sorrir.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Querido mês de janeiro
Detesto o mês de Janeiro! Faz-me alguma confusão começar de novo e por mais que eu tento evitar esta sensação de repitação de um ciclo... ela permanece em mim. O mês de janeiro é um mês reflexivo, onde me deparo com coisas que n fazem mais sentido. E quando isso acontece não consigo permanecer onde estou. Anseio mudanças e ao mesmo tempo sinto uma inércia... misturada com alguma irritabilidade. Continuo a acreditar q são as coisas simples que nos fazem felizes, mas neste momento sinto-me aquém dessa certeza. Sinto-me permeável à mesquinhez, à arrogância e à superficialidade dos afectos. Penso que estou a ficar deprimida, talvez seja só uma fase negativista. Acredito também que são estes momentos reflexivos que nos oferecem a oportunidade para evoluir e para a mudança. Assim seja!!!!


