domingo, 29 de dezembro de 2013

Estado febril versus estado reflexivo...

A 2 dias de acabar o ano de 2013, com uma gripe que me obrigou a ficar de cama quase 2 dias, com picos de febre delirante não tive como não fazer uma reflexão deste ano que finda.

Foi um ano intenso, marcado por mudanças e pela perda do meu querido pai. O dia mais difícil foi sem dúvida, quando me arrancaram a esperança na recuperação do pai. Foi numa quarta-feira e  foi tão fácil para quem estava do outro lado. Talvez só hoje compreenda, o que uma professora de 1ºano nos disse. Sendo ela fisioterapeuta, abandonou a profissão, após a morte da avó (pessoa significativa) e decidiu tirar novo curso de Psicologia. Cansou-se da doença e decidiu dar outro rumo à sua vida. Sempre me lembrei desta história, pela sua força, pela coragem de ariscar e pela determinação.

Em tom de desabafo, há pessoas que nunca deveriam trabalhar em saúde...

Não quero que os anos passem por mim. Quero eu passar por eles, quero descobrir coisas novas, quero aprender com os outros. Não me quero acomodar ao que já tenho e quero continuar a descobrir e a descobrir-me. São estes os meus votos para 2014.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Peixe e o Mar

"Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
- Fala-nos do mar - disseram-lhe.
- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe. Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, o que conheço bem são só estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
- Creio que o sinto, ás vezes, ao passar-me nas guelras. Umas vezes sinto-o, outras não. Às vezes sinto-o, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico a sentir o mar. Isto tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.
- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?
- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já descerem ao fundo do mar. Quando os ouvi falar percebi que não conheço o mar. Perguntem-lhes a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram tão fortes que eu tive de me deixar levar muito fundo para não morrer. Nunca lá tinha estado e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar...
- Foi mau, quando desceste? Porque voltaste à superfície?
- Não foi mau. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se fosse lá a minha casa, como se ali eu estivesse inteiro.
- Por que não voltaste lá ao fundo? Por preguiça?
- Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo.
- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de quê?
- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
- Tiveste medo, quando chegaste ao fundo do mar?
- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.
- E que dizem os outros, os que lá estiveram?
- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há de mais importante na vida de um peixe.
- E explicam como se vai?
- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-mo-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.
Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas forças tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir".

Nuno Tovar de Lemos



Este foi o texto da reflexão de Natal da CPSJ.
Gostei muito e resolvi partilhá-lo convosco.
Talvez um dia o leia à pequena Margarida.

Feliz Natal e um excelente 2014, repleto daquilo que nos faz bem: amor, saúde e alegria no coração!!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Natal...



Estamos quase quase no Natal!

Antes disso temos o aniversário da minha princesa Margarida!
Este ano não me sinto munida do espirito natalício! Não montei árvore de Natal em casa e ainda não comprei presentes. Sim... tenho alguns motivos para este desânimo, mesmo assim sinto um cansaço e uma falta de energia que me contagia e não me deixa fazer as mil e uma coisas planeadas.

Sinto-me mesmo em contagem decrescente...
O fim de semana também podia ter 3 dias, assim era mais fácil!

Termino com a esperança de ainda ter tempo para despertar para o Natal! O que importa mesmo nesta época são os laços de amor e a família!
 
 
Animação precisa-se!!!!
 
 
 
 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Margarida

Hoje é dia de buscar a minha adorada MARGARIDA à creche. A propósito da proximidade do seu primeiro aniversário lembrei-me de postar aqui algumas imagens. Aqui vai:



Nasceste dia 21 de Dezembro e toda a gente te queria tirar os traços.
Olhos do avó!!  
Carinha do pai!
 

 
A tua primeira paixão foram os livros!!
 

 
As tuas gracinhas, os teus gritos de alegria, a tua cara de nenuco faz derreter corações!!!
 
 
Os teus pais são uns apaixonados por ti!! 
 
 
Adoras dançar como a tua mãe!!
 
 
E adoras a música da casa do Mickey Mouse!
 
 
Dia 21 será mais uma vez o teu dia. Margarida vais fazer 1 aninho!!
 
 
Pronto, eu confesso: sou mesmo uma tia babadíssima!!!