terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dia cinzento

Dia cinzento!
Dia de estudar e criar laços com os papéis da qualidade. Não querooo... mas cá vou eu mergulhar no marasmo da leitura.

Sinto saudades de ti querido PAI! Este poema encontrei-o quando trabalhava na Idanha, na Unidade de Cuidados Paliativos. Fez-me tanto sentido e agora ainda mais.

Trago-te no coração e na minha pele para todo o sempre!  



A morte nada é.


Eu apenas estou do outro lado

Eu sou eu, tu és tu.

Aquilo que éramos um para o outro

Continuamos a ser.

Chama-me como sempre me chamaste.


Fala-me como sempre me falaste.

Não mudes o tom da tua voz,

Nem faças um ar solene ou triste.

Continua a rir daquilo que juntos nos fazia rir.

Brinca, sorri, pensa em mim,

Reza por mim.

Que o meu nome seja pronunciado em casa

Como sempre foi;

Sem qualquer ênfase,

Sem qualquer sombra.

A vida significa o que sempre significou.

Ela é aquilo que sempre foi.

O ‘fio’ não foi cortado.

Porque é que eu, estando longe do teu olhar,

Estaria longe do teu pensamento?

Espero-te, não estou muito longe,

Somente do outro lado do caminho.

Como vês, tudo está bem.

 

Henry Scott Holland

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